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Postado por: Benne Den | Em: outubro 11, 2016 | 0 Comentário

 

Introdução -

Lamentavelmente, observamos que a nossa geração prefere um cristianismo indolor, sem cruz e sem espinhos. Mas, sem o Calvário não haveria salvação.

Infelizmente é necessário passarmos por provas, dores e sofrimento nesta vida. Mesmo sem entendermos detalhes, sabemos que essas provas e esses momentos difíceis contribuem para o nosso bem, quebrantam o nosso orgulho, fortalecem o nosso caráter e testemunham o poder de Deus.

 

“Foi bom ter passado por aflição, para que aprendesse os teus decretos (estatutos, mandamentos, ordem)” Salmos 119:17

 

Na dificuldade, buscamos mais ao SENHOR, aprendemos mais de Deus e isso faz muito bem a nossa vida espiritual.

 

Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte. 2 Coríntios 12:10

 

As lutas nos levam à oração, à súplica; fazem-nos chegar mais perto de Deus.

A aflição, a tribulação, os problemas e as dores  imprimem mais do caráter de Deus em nós; fazem-nos reavaliar a vida e os seus reais valores .

Como adorar  a Deus quando tudo está ruim?

 

I – LOUVOR EM MEIO A DESTRUIÇÃO

Duas vezes o próprio Deus afirma que Jó era sem igual (Jó 1.8; 2.3).

Pouco depois da perda de seus bens e de todos os filhos, Jó perdeu a saúde. A doença era tão grave que o obrigava a pensar na morte. Ele portava “feridas terríveis, da sola dos pés ao alto da cabeça”, raspava-se com um caco de louça e ficou tão desfigurado que seus amigos não puderam reconhecê-lo e começaram a chorar em alta voz diante daquele quadro aterrador (2.12-13).

O mal de Jó, mais do que uma cena de sofrimento  e decadência,  ecoava como um gritante  paradoxo teológico na cabeça de todos  que o cercavam.

  • Como um homem extremamente correto, inculpável, íntegro, irrepreensível, justo, precavido, reto e temente a Deus (Jó 1.1) podia sofrer tanto?
  • Como um homem especial, fora de série, um exemplo impressionante em sua época e em nosso tempo, perdeu todos seus bens, filhos e a própria saúde?

O homem de Uz, Jó,  era sem igual em tudo, inclusive diante da perda, do sofrimento, da dor, da miséria, da destruição. Jó era irrepreensível.

ü Apesar das perdas

ü Apesar da dor física e emocional

ü Apesar da solidão

ü Apesar do Diabo marcar colado

ü Apesar das discurseiras de seus amigos – lifaz, Bildade e Zofar —

ü Apesar da arenga de Eliú

ü Apesar de Deus  parecer ausente

 

 “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra” (19.25).

Assim como Jó, estamos sujeito às calamidades, situações difíceis. Não necessariamente da mesma forma, mas com a permissão de Deus, passarmos por dificuldades para crescermos como pessoas, amadurecermos, sermos aprovados e testemunharmos os poderosos feitos do SENHOR.

Jó perdeu tudo e foi forte em resistir tudo. Psicologicamente e fisicamente qualquer homem poderia se entregar e murmurar, mas Jó foi fiel… Mesmo em meio à perda e dor, Jó confiou em Deus e venceu.

 

II – LOUVOR EM MEIO À PRISÃO

Açoitaram Paulo, atiraram-no na prisão e o acorrentaram a um tronco. Em vez de se queixar por aquela situação miserável em que se encontrava, ele passou a noite louvando a Deus por meio da oração de gratidão e de hinos.

“De repente sobreveio, tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de TODOS” (Atos 16:26)

 

Deus permite que o Seu povo  passe por provações a fim de que possa servir de testemunho para aqueles que ficam observando a nossa reação. (…) Para que eles possam ver a glória de Deus manifestar-se quando a nossa sorte for mudada.

Por volta de meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam.

A nossa vitória testifica de forma poderosa quando as pessoas veem o nosso sofrimento e mesmo assim percebem a nossa fidelidade a Deus. Sem desespero, mantemos a fé e aguardamos debaixo da graça de Deus.

Deus respondeu ao apóstolo de um modo assombroso: ele sacudiu as fundações da prisão tão violentamente, que todas as portas se abriram e as correntes caíram dos pés e punhos dos prisioneiros.

 

III- O MAIOR EXEMPLO DE SACRIFÍCIO DE LOUVOR

A única vez que a Bíblia relata que Jesus cantou foi na noite em que foi traído    (Mateus 26.30), na mesma ocasião em que menciona que sua alma estava profundamente triste (v. 38).

Louvar diante de um grande sofrimento é um ato de fé: fidelidade e confiança.

GETSÊMANI – Lagar do Azeite ou prensa de óleo

A força de um homem não é vista quando tudo está bem, mas quando ele é levado ao lagar do azeite, à prensa de óleo. Como Jesus se comportou?

Jesus se entregou ao Pai. Que a vontade do Pai fosse feita. Louvou ao Pai por Ele estar no comando de sua vida e que seja feita a vontade Dele.

E Ele foi prensado, ferido por nossas transgressões! Ele foi o verdadeiro fruto da Oliveira…

 

IV – CONTENTAMENTO – Uma Aprendizagem

Paulo afirma: “Aprendi a viver contente (…) já tenho experiência”(Fp 4.11-12).

1-    Confiança na providência de Deus

Tudo já está sob controle, nas mãos de Deus. Através de sua providência, Deus  governa todas as coisas para cumprir seus propósitos.

A confiança e a paz  vem quando aprendemos que Deus é soberano, não apenas pela intervenção sobrenatural, mas também pela orquestração natural.

Pense na complexidade do que Deus está fazendo a todo momento, apenas para nos manter vivos. Quando olhamos as coisas sob esse prisma, percebemos que insensatez é pensar que podemos controlar nossa vida.

2-    Satisfação com pouco.

 “Porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado” (Fp 4.11-12).

Paulo aprendeu. Temos que aprender também.

Paulo mantinha seus anseios e desejos controlados, sem confundi-los com suas necessidades.

As pessoas de nossa geração não estão contentes. A experiência demonstra que, quanto mais as pessoas têm, mais descontentes estão.  Isso acontece porque confundem desejos e anseios com necessidades. Os desejos humanos são inumeráveis, mas as necessidades não. Nossas necessidades são simples: alimento, vestimenta, abrigo e santidade.

Se os desejos forem controlados e as necessidades atendidas, veremos que podemos ser felizes com pouco porque a felicidade não está em ter em excesso, mas no contentamento, ou seja, sentir-se bem sem precisar de muito.

 

Conclusão

1-    Não permita que as circunstâncias o perturbem ao ponto de comprometer a sua fidelidade a Deus. Esteja confiante na providência soberana de Deus. Em vez de sucumbir diante do pânico, apegue-se à promessa de Romanos 8.28:

 “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.  Considere esse versículo um salva-vidas espiritual para o restante de sua vida.

 

2-    Resista à tendência materialista e egoísta desta geração de possuir sempre, com o contentamento, satisfazendo-se com pouco e sendo confiante em Deus, onde todas as suas necessidades são supridas.

 

3-    Fique firme na fé e saiba que tudo passa debaixo do Sol.

“A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.17-18).

 

Sobre o Autor

Pastor-Sênior da Comunidade de Nova Vida em Itapajé-Ceará. Maiores informações: http://www.benneden.com/benneden.htm http://www.novavida.net/pastores

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